segunda-feira, 29 de setembro de 2008

OUÇA COM OS OLHOS


Fotos assim não me encantavam. Fatos assim também não me encantavam. Eu era acostumado a olhar e não ver. Deixei isso pra lá quando passei a fotografar. Era preciso observar, ter os olhos treinados. E, observando, passei a escutar. E escutando - e isso não entendo - voltei a enchergar. Mas agora eu não enchergo mais com os olhos.

As imagens foram capturadas às 18h do dia 29/09/08. Agora já é primavera.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

AUDÁCIAeOUSADIA

O prédio é da década de 40, 50. A construção, majestosa, serviu às primeiras turmas de filosofia, ciências e letras da antiga FAFI, hoje, Unesp campus São José do Rio Preto. Segue o padrão das Unesp´s, campo, árvores frutíferas, verde e pássaros. Mas a natureza é audaciosa e os seus são mto ousados. Na "grandeza" [preciso frisar com aspas e vc precisa lê-las corretamente] das construções do homem pousa descompromissadamente um dos menores pássaros da natureza. Pena eu demorar para localizar aquele canto na manhã do último domingo 22/09.

Se antes, eu teria gravado o som. Mas deu tempo de registrar a imagem. Ele lá, olhando e com seu fino canto literalmente preenchendo todo o espaço da praça em frente ao prédio. O canto me fez procurar por bom tempo até ver o que o tamaninho seu não me mostrou logo de cara: sua singular presença. O canto é a palavra dos pássaros. Todos os outros pássaros estavam calados em seus ninhos, naquele dia frio. Dai imagino tamanha a importância do cantar desse passarinho. Me fez sentir bem. Nossas palavras também são canto. Fiquei por um bom tempo imaginando quais seriam as suas palavras naquela oração em dia frio. Era véspera de primavera.

COMUNICAÇÃOCOMUNICAÇÃOCOMUNICAÇÃO

Lembra da estória de que uma imagem vale por mil palavras? Pois é, chegamos, mtas vezes, em casa cansados e não sabemos porquê. Uma imagem, mais do que mil palavras, em uma única esquina, quanta informação, quantas cores, os fios também são informações: elétricas, magnéticas; signos, quantos significantes e significados, quantos conceitos abertos e fechados, no chão, meu deus, também tem; nos canos não um, mas mais de cinco, letras, codificação - preciso descodificar Eu não quero, mas é instantâneo: não páre, não estacione; páre, sinal vermelho - páre ou não páre, meu deus? Meu deus, páre! Tudo em uma única esquina. E a comunicação sem devido campo científico.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

LUA DE 07-SETEMBRO

Olha a lua mansa a se derramar
Ao luar descansa meu caminhar

-----> Lua de 07 de setembro, 23h. Vista em:

22º 43'28.70" S
50º 33'17.24" W
1522 FT acima do mar.

DANDELION


O Dente-de-Leão é cientificamente reconhecido e comprovada sua eficácia pelas crianças. Tem propriedades pulmonares na medida em que se assopram um, dois, três... destes-de-Leão. É bom para os olhos, que se apertam quando se ri, na medida em que eles se vão. Acima, um antes e "quase" depois, pois nunca se acaba até que todos tenham ido para algum lugar. E nesse lugar, outra criança, logo logo, também comprovará a sua eficácia para o riso.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

UM SÓ MOVIMENTO em DOIS TEMPOS [e ESPAÇOS]

Valei-me Deus, a semana está ganha. Não que eu tenha inventado a roda, mas que eu tenha descoberto aquilo que me deixou cafuso: primeiro veio o OVO ou a GALINHA? Máquinas LOMO ou idéia para o logo da Rede Globo?

Criação é, antes de tudo, um clichê: "Na natureza nada se cria, tudo se transforma". E não duvide quando alguém disse: "Fiz isso antes que ELE", pq pode ser verdade.

1930 (surge o equipamento) - LOMO ou Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedinenie (União de Óptica Mecânica de Leningrado) é uma empresa fabricante de equipamentos ópticos em São Petersburgo, Rússia. A fabrica iniciou a sua produção em 1914, e chegou a ser maior empresa óptica da União Soviética. As primeiras câmaras da marca, surgiram no ano de 1930. (WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/LOMO. Acesso em 25/08/2008)

1975 (surge a difusão subjetiva) - “Globo na Tela” Estilo Azul (1975 – 1985) Em 1975 a Globo contrata o austríaco Hans Donner que logo criou o conceito do famoso logotipo da Rede Globo, utilizado até hoje. A idéia desse logo é representar o globo terrestre e dentro dele uma tela exibindo o próprio globo terrestre. A partir desse conceito foram criados todos os outros logos, mudando apenas cores, luzes e formato. (WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Logotipos_da_Globo. Acesso em 25/08/2008)

Década de 1980, Rússia* (popularização do equipamento) - Corria o ano de 1982, era Guerra Fria. Na URSS, o general Igor Petrowitsch Kornitzky, do Ministério da Indústria e da Defesa Soviético, ordenou ao director da empresa LOMO, Michael Pantiloff, em São Petersburgo, a produção maciça de máquinas fotográficas pequenas, robustas e fáceis de usar. A ideia era produzir Lomos baratas para que estas se tornassem verdadeiros instrumentos de propaganda, com todas as famílias da URSS a documentarem amplamente, graças a elas, o estilo de vida soviético.

Década de 1990 - Mundo* (popularização do movimento) - A "Lomomania" propriamente dita começa em Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objectiva. De regresso a casa, o fascínio dos dois fotógrafos pela cor, a luz e a qualidade das imagens (focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomo se espalhou entre os jovens da cidade. Em 1995 nascia em Viena, na Áustria, a Sociedade Lomográfica e a primeira LomoEmbaixada, com o objectivo de impedir o desaparecimento das pequenas máquinas fotográficas russas. (*WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lomografia. Acesso em: 25/08/2008)

Eis que popularizou-se um modo de fotografar, com máquinas já fabricadas na déc. de 30. O que Hans Donner, conterâneo dos meninos da década de 90, tem a ver com a LOMO [máquina fotográfica Russa]?

Veja a máquina LOMO da década de 80:


Agora veja o logotipo criada por Hans, conterrâneo dos meninos lomos da década de 90, abaixo, logo qdo começa na Globo, em 1975:


Alguma coisa em comum? Tinha visto a evolução das logos com o que as tinham inspirado: para a Toyota, uma coruja. Para os MAC, uma Apple. Mas não tinha visto a inspiração do Hans, ou, se o ovo veio antes da galinha, o que inspirou a LOMO [indústria]. Ainda fico na dúvida, mas está claro o elo entre meu mais novo hobby e um cara que eu admiro muito.


Pra terminar, o próprio Hans conta um pouco do Logo da Globo.


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A NÓS, ABAIXO DO EQUADOR [lomografia] [?]

a beth perguntou: "A luz solar sempre favorecerá a nós, abaixo do equador, não?"
eu havia pensado algo assim depois que conferi os resultados da última "saída lomográfica". abaixo, sua resposta, beth.

[em tempo - tb revejo meus conceitos]







quarta-feira, 20 de agosto de 2008

IMAGENS PRECARIAS

Uma fotografia é imagem, mas imagem, por si só, está longe de ser fotografia. Isso na palavra, na prática é a mesma coisa. Ainda esses anos é um período de transição. A palavra está se reconstruindo pra significar o "instante decisivo".

Lomografia é, a grosso modo, a fotografia descompromissada com a estética primorosa e cuidada, medida, milimetrada. Também a chamam de "fotografia precária". Eu prefiro imagens precárias. Enfim. Vou fotografar mais com meu celular precário.

Salvas as devidas proporções, meu V3i está para a fotografia digital assim como as antigas Kodak descartáveis estiveram para a fotografia de filme. Como as "precárias" câmeras russas, que começaram esse lomo, também. Ai vai um primeiro ensaio, jájá eu pego um filete e o transformo em estilo. Por hora o estilo é sair por ai, fotografando escondido com minha "precária" maquineta fotográfica embutida num telefone de última geração.

TODAS AS IMAGENS SÃO DO DIA 20/AGOSTO-o8










quarta-feira, 13 de agosto de 2008

MEDIDAS PARA UM DIA SEM MEDIDAS

Medidas são valores, quantidades, distâncias que podem ser previamente estabelecidas ou ao menos se fazer tornarem-se ciência de todos. Eu as tomo quando é preciso. Os que não as tomam, o destino dá um jeito. Quem não acredita no destino, pode dizer que foi o “acaso”, se acaso não acreditar em futuro que vai acontecer (destino) mas acreditar em futuro que PODE acontecer (acaso). Pra mim, é a mesma coisa. Com exceção, talvez, da surpresa que o acaso aprendeu a fazer melhor que o destino:

Sabe aqueles dias que nada vai?

- E derrepente você encontra um velho amigo seu por ai.
- E derrepente está passando um filme que você gosta
- E derrepente tem um último pedaço de chocolate
- E derrepente tem mais uma lata de cerveja
- E derrepente tem pipoca de microondas
- E derrepente tem Coca-Cola gelada
- E derrepente tem sorvete
- E derrepente tem calda
- E derrepente derrete
- E derrete a calda

Você pode causar um derrepente, se derrepente quiser. Caminhe próximo a lugares onde seu amigo costumava caminhar, ligue mais a Tv e passe mais os canais. Nunca coma toda a barra de chocolate e nem tome a última cerveja: deixe-a para você, no futuro. Compre muitas pipocas e não ligue se elas desequilibrarem e caírem por trás do saco de arroz, e lembre-se sempre de esquecer uma Coke atrás dos sacos de verdura da geladeira. Se derrepente estiver quente, compra sorvete e deixe-o guardado para de noite. O mesmo com a calda.
Eu derrepente me lembro de esquecer dinheiro por ai, nos meus bolsos. Lavo uma calça e o que custa colocar R$10 na frente? No bolsinho não porque você não acha. Daqui uns dias você esquece e logo você acha e fica feliz.

Derrepente, me ponho numa dessas e me acho mais tarde, feliz por isso ter-me valido o dia.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

UMA BOA HISTÓRIA É ATEMPORAL


SINOPSE
Uma breve estória. Insights do cotidiano de alguém que já moldou em suas velhas roupas o formato de sua alma e do seu espírito. Sentimentos que não fazemos questão de entender e pensar. Mark é um rapaz sereno, eu acho. É passageiro, figura que "não se enquadra" direito. Mark, para mim, é uma indefinição.

OPINIÃO*
"Mark Marine é um grande símbolo da nossa sociedade. Um rapaz que, embora se esforce para estar inserido, acaba sempre à margem de seu próprio entendimento. Sua gaita transforma-se em seu maior - e talvez único - elo de comunicação com o mundo e, em grande parte dos momentos, com ele mesmo. Uma metáfora moderna sobre o mais ancestral dos medos: a vida em sociedade e o isolamento mesmo em meio à multidão".

*Eduardo Schiavoni é de Ribeirão Preto. Jornalista e escritor, é autor dos romances "O Império do Sol: as últimas palavras do antigo deus inca" e "O irmão das águas"


quinta-feira, 24 de julho de 2008

EU QUERIA SER CLÁSSICO POR UM MINUTO SÓ

Clássico igual:
- Vontade de Coca-Cola no almoço
- Sono depois dos dois
- Fome de doce durante a tarde
- Cansado depois do trabalho
- TV pra relaxar
- Banho pra relaxar. E descontrair
- Roupa cheirosa pra ver novela
- Rico esnobe, pobre honesto (na novela)
- A princesa e o plebeu, versão Nelson Rodrigues: "Ela, pobre e puta. Ele, filho da puta".
- Acabou a novela... tic, tic, tic... canais, e mais canais...