segunda-feira, 4 de maio de 2009

ELES PODEM TER O MUNDO

Mas não é mesmo belíssimo de se admirar? Se meus dedos fossem, eu os pintava! A imagem acima peguei com o celular, e com meu andar nas núvens eu peguei o texto que segue abaixo, do muito bom nao2nao1. Acredito que neste trecho ele sentiu ao escrever exatamente o que meu dedo também ao retratar o abraço e beijo acima:

"Ela na ponta dos pés. Ele avançando o peito. Ela sem entender como ele imobilizou suas duas mãos com apenas um braço. Ele pressionando o abdômen, colando as pernas, travando o pescoço, puxando o cabelo. Ela asfixiada, querendo ao mesmo tempo fugir e ser pega. O que fazem suas bocas, línguas e lábios, isso não importa."

Onde começa o beijo? Quando os lábios se tocam ou quando os pés se levantam?… LEIA NA INTEGRA "Beijo e sexo são coisas que não existem", 29 Mar 2009, por Gustavo Gitti

sexta-feira, 24 de abril de 2009

ME DÊ, ME DÊ

Me dê, me dê - pedi um pincel quando ontem. Não deram, mas o pai tinha uma Trip 35mm. Até deram, mas eu me borrava todo. Ai devem ter cortado. Ai eu nunca pintei mais. Mas da 35mm veio outra, maior, mais grande, mais potente, mas logo já foi-se também, e voltei pra outra menor, mas mais potente ainda. E com ela às vezes eu pinto. Muito às vezes.
Fiz minha foto, mas já nem era isso. Também não é pintura, mesmo se parecer (se não daí, de longe: afaste-se, por favor, do monitor e reolhe), saiba que não é. Tenha certeza disso. É só mais um dia de trabalho. E ali, franzido, sou eu.

quinta-feira, 26 de março de 2009

AULA*



"Meu corpo é bem mais velho do que eu, como se conservássemos sempre a idade dos medos sociais com os quais o acaso da vida nos pôs em contato. PORTANTO, SE QUERO VIVER, DEVO ESQUECER QUE MEU CORPO É HISTÓRICO, DEVO LANÇAR-ME NA ILUSÃO DE QUE SOU CONTEMPORÂNEO DOS JOVENS CORPOS PRESENTES, e não do meu próprio corpo passado".

Roland Barthes

O vídeo é um curto enunciado. O tema permeia a noção de tempo/espaço, vida, idade... Acho que convém o enunciado de um caminhoneiro** junto ao enunciado de um Francês.

*Aula é nome do livro editado em transcrição ao discurso de Roland Barthes, proferido em sua Aula Inaugural, na França, na década de 70.

** O áudio do vídeo, no qual escuta-se um motorista de caminhão, foi captado por rádio amador, na frequencia usada pelos caminhoneiros nas estradas brasileiras.

segunda-feira, 23 de março de 2009

CHEIRO TEM COR

Precisava falar que cheiro tem cor. Se tem! E gosto tem cor também: biscoito de chocolate com cereja tem gosto de marrom escuro com vermelho vibrante. É obvio que isso se forma na mente porque já temos formados as representações e relações com as coisas. Mas e daí? E a vontade inexplicável de chupar manga daquela mangueira que vai pro sítio, porque eu vejo isso colorido? Talvez a vontade seja uma profusão de cores mal explicadas e formadas fora da combinações entre as cores básicas. Meu desejo não é nada básico, é necessário. Eu quero pois se esvai meu tempo. O negócio é querer porque logo não se pode ter. E se acabarem todas as cores, e num filme preto e branco, quem me dará uma manga para chupar? Me falta o amarelo pra depois do verde. Me falta tudo na verdade, só me sobra farelos de essência soltos pelo chão. Eles juntos devem formar o amarelo. Mas acho que isso não me dará aquela manga da beira da estrada.

quarta-feira, 18 de março de 2009

QUANTOS E QUANTOS MAIS?

Atendendo a pedidos:

"As cores que compõem um nome, em movimentos se fecham entre olhares. Não são vivas, mesmas exteriorizadas para dar existência à elas. São cores. São sabores escolhidos para apimentar os olhos que, por sua vez, apimentam nosso espírito. E quem os escolhe os pinta. Sei quem escolheu foi Deus. Mesmo não sendo ele quem pintou, pois é perfeito de mais para ter sido por ele. Foi pintado por amor, cores escolhidas pela essência do existir. E só pode pintar assim os dedos que trabalham todos os dias, que se cansam, e se entregam a olhar para o horizonte em busca das suas próprias divagações. E o resultado é este encontro: o que se acha é o preenchimento daquilo que se precisa".

sábado, 7 de março de 2009

ROAD ON ROAD

Pé na estrada. Tem quem não goste de andar por ai. Prefere ficar em casa, em segurança. Naquilo que chama "segurança". E deixa de ver, de perceber, de observar o mundo. Por ai, já vi mundos que se pintados seriam admirados. "Incolores idéias verdes dormem furiosamente", disse Chomsky, um linguista, em conformidade com as regras da sintaxe mas totalmente incompreensível. Como se compreende tal formação chuvosa, se se compreende todo o processo, mas não se compreende o que o olho acaba de ver? Foi o que pensei quando captei a imagem acima. Sei como tudo se dá, mas não dá pra acreditar em tudo que se aprende na escola se a natureza, em si, é tão maior do que a gente.

terça-feira, 3 de março de 2009

SOLIDÃO

Olha ele ai mais uma vez. É Calvin em nosso socorro. Barulho, pressa, prazos, pessoas e pessoas e animais com pessoas também. Mesmo assim, o pior pode ser o que existe dentro de nós. Há quem fala fala e fala com medo daquilo que tem dentro. Cospe códigos linguisticos a distâncias incriveis pra preencher porque tem vazio. Porque tem seus demônios. Matá-los é inconveniente. Por isso procuro paz, ficar sozinho. Minha companhia tem gastado muito do meu tempo. Ou então é o tempo que se gasta em minha companhia. E pelo rápido que passa, com muito prazer, obrigado.

segunda-feira, 2 de março de 2009

É UM CAMINHO SIMPLES

É um caminho simples, asfalto reto, curvo, esburacado, que leva pra um destino comum
As árvores pelas passagem, casas simples, fazendas gadeadas e as faixas na estrada já não te deixam sair, e o destino comum é simples também. O outro lado existe e você já sabe onde vai chegar, já tem o que esperar.
Mas o que te espera é diferente. Pode mudar, pode não esperar, ter saido pouco antes do momento em que ce chega. Ai está a mudança, está o destino não traçado. O caminho, na verdade, é poesia. O sentimento dessa poesia o espera de braços abertos na chegada. Quando espera.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

ÀS VEZES TUDO É MTO CANSATIVO

E me vem todos com todas aquelas palavras, conversas, informações, as deformações do seu dia a dia em linguagem que eu sei reconhecer, interpretar, decodificar e entender e às vezes é tudo tão muito cansativo. Quem foi com quem nos anos 70 fazer um filme famoso, a estrela mais cintilante dos anos 60 ou mesmo o pop dos anos 80 nas canções de tal grupo, tudo é informação, tudo me cansa. Queria informação que não cansa, que já vem entregue, que é pronta, tá, um enlatado americano é tudo que eu mais quero. Não preciso, mas quero, e quero pq eu preciso, na verdade. E a fila de carros pra ir embora, pessoas passando a pé por mim, pelo carro da frente, pelo do lado, pelo do outro, e um cachorrinho, olha, que lindo! passando bem devagarzinho do outro lado também uma senhora de guarda chuvas nesse dia quente. E o cachorrinho parou do lado da velhinha e começou a morder o guarda chuvas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SUPER HEROIS DA INFANCIA

Relembrei meus heróis da infância hoje. Eram muitos. Super-homem eu tinha a capa. O Batman eu queria cuidar de morcegos. Pra mim, tinha também os Comandos em Ação. Adorava o Noturno, pq ele enchergava no escuro e eu sempre gostei muito mais da noite do que do dia. Não pela boemia, mas por poder me situar num limiar entre o visível e o invisível. Nessa Zon.a Fronteiriça eu era o super-heroi, eu tinha olhos para atacar... Os muros que eu não os deixava cair, a supervelocidade, a supervisão, eu tomava biotônico dizendo ser pra ter mais poder. E ficava elétrico. E me escondia na sombra porque lá nem minha própria sombra poderia me deletar. Só tinha medo de pisar em cima de outro sapo [a primeira experiência foi muito ruim].
Também lembrei de outros heróis, que me ensinaram a ser superheróis como eles eram. De cada um peguei um poder especial. Mas nasci um herói puro, só com a parte do poderio, já que não fiz questão de trazer para mim aquilo que fizeram deles heróis. A morte dos pais projetou o alterego do Bruce. Ser filho sem pais deu uma capa pro Clark. Eu ainda não sei não, mas acho que o que me fez foi o amor.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

[MEME] 6EIS COISAS ALEATORIAS

Recebi da Saudade Roxa, e fiquei roxo de alegria de ser o 1º em sua lista, já que os velhos, aposentados e com tempo para gastar o tempo que nos resta, tem atendimento preferencial e passam nna frente dos jovens que trabalham e tem o tempo apertado.

1 - Eu, que nunca tomei café com leite, me dei por vontade incontrolável de tomar. E não foi o clássico: fiz um leite em pó com café de máquina, duas outras coisas que nunca me deu vontade de tomar. Mas é que eu estava com vontade de poesia, sem ninguém pra matar minha fome.

2 - A vontade não passa. Aleatório, eu sei... mas esse bater de asas de´ma borboleta que faz um caos do outro lado do mundo tem na sequencia uma razão aleatória. Vou tomar outro desses.

3 - Ah... ontem! Fui compreensivo, lavei loucas, enxugei, guardei uma sexta parte. Deixei meu pedaço de coração onde estávamos e voltei pra casa. Que caminho duro, áspero, perigoso e traiçoeiro é o caminho da saudade. Antes estivesse sempre presente que o caminho é mais aveludado.

4 - Tem me dado vontade de brincar na chuva. Mas, vcs sabem, estou velho demais para isso. Agora é torto, é pesado, não é lúdico, é incompreensivel, é humano. Tenho querido ver os raios e meu coração acelerar com o barulho que me vibra os ossos. Incrivel, tenho tido vontades que não me custam, que são baratas apesar de ser extremamente raras. E a raridade me faz falta da riqueza que não tenho.

5 - Tenho me aconchegado nas noites. Me guardam dos meus medos pq na noite eu esqueço. Na noite me sinto poderoso, vigoroso, capaz de tudo e quando amanhecer eu vou conquistar tudo que eu via dificil durante o dia. Mas ai vem o dia e ele toma a noite na paz do meu espírito, turvando minhas potencialidades.

6 - Tenho projetado mto ultimamente que nem tenho consciencia de qual plano eu estou. Vou pra frente, pra trás, traz uma calma que me mata todo o dia. Isso me envolve no âmbar. Isso me futuridifica: fico para as gerações posteriores como um adorno de museu. Se no Louvre tudo bem, mas aqui cá comigo tem me matado, mesmo me mantendo pra sempre.

As regras são:

1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do Meme em seu blogue.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indicar mais 6 pessoas e colocar os respectivos links.
5 - Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixar os indicados saberem quando você publicar sua postagem.

Os indicados são:

1- Fuzuê [http://blog-fuzue.blogspot.com]
2- Saudade Roxa [http://saudade-roxa.blogspot.com]
3 - Vamos Nessa [http://vamosnessa.blogspot.com]
4 - Pollyana Barbarela [http://pollyanabarbarella.blogspot.com]
5 - Late But at Least About [http://latebutatleastabout.blogspot.com]
6 - Fatos e Idéias [http://juliocsartori.blogspot.com]