terça-feira, 2 de abril de 2024
A mensagem que não vem
quinta-feira, 25 de janeiro de 2024
Salve, Jorge
quarta-feira, 26 de julho de 2023
Homem ordinário, pai extraordinário
Não é interessante como uma mesma pessoa pode ser várias ao longo desses últimos 42 anos? Aquela presente nos momentos difíceis, ausente nas festas, estava ali na virada do ano tocando e cantando em falsete. Já passamos viradas de ano, juntos, com a luz apagada de um quarto de hospital em plena queima de fogos. Me lembro que olhei pra fora da janela, mas via a queima apenas nos reflexos da parede. Uma pessoa ordinária, mais um pai pra mais um filho, mas um pai extraordinário pra um filho ordinário. Como deve ser, fizemos o que era preciso. Há um peso nisso tudo. Suportável com o tempo, insignificante quando em nosso próximo reencontro. Aquele último segurar de mãos, o último beijo, o último suspiro. Agradeci pela vida que me deu, agradeci por me fazer quem eu sou. Minha primeira lágrima caiu quando percebi, sem soltar de sua mão, que não estávamos mais no mesmo plano espiritual. Depois parei de contar quantas foram. O silêncio. A luz fraca de mais um quarto de hospital. O caminho frio de uma noite de inverno até nossa casa, três quadras a pé, pra avisar a mãe. Fui buscá-la para te ver uma última vez, pra poder te dar um beijo ainda quente. Te amo, pai. Segue seu caminho sem nós por enquanto. Te levo seu violão logo, logo, com cordas novas e o mesmo amor no coração.
(em memória de meu pai * 14/07/2023)
sexta-feira, 8 de julho de 2022
(As)simetrias dos caminhos
É durante nosso tempo na estrada que podemos compreender muitas coisas que não entendemos quando não estamos em movimento. Nossos caminhos, por exemplo, podem convergir em um ponto mágico, numa dessas coordenadas qualquer. E se há qualquer barreira natural, como um rio no entrave deles, então as pontes podem ser construídas para trazer o nosso encontro. A ponte é um objeto singular. Ela rompe com o oposto, com a dificuldade. Ela abre um caminho no qual logo em seguidinha nos acostumamos a dar as costas novamente. Sorte de todos aqueles que seguem seus caminhos um de frente ao outro, sem importar a direção.
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
Alma passadeira
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Quase 365 dias ao entorno de mim
Por quase 365 dias a Lua girou em torno de mim. Havia uma sombra, um lado oculto, que apareceu ao final da espera e da pior forma que poderia ser. Os 365 dias eram tempos essenciais: fortaleceriam as voltas ao entorno da Terra, atraindo cada vez mais as marés, enquanto, para ela, a minha Lua, era apenas mais uma volta ao entorno do Sol. Dois eixos, tantas voltas, uma translação e dois fenômenos ocultos. No final, os últimos meses eram de constante tormentas tal qual era a força dessa atração. A Terra, então, passou por nova era, um novo dilúvio, uma nova arca na qual era preciso escolher o que deixar dentro e o que deixar de fora. Duro, mas foi dada a chance de escolha. A arca foi fechada, a escolha feita, e agora resta repovoar o interior a partir daqueles poucos fragmentos que sobraram do lado de dentro, esmigalhados por dois eclipses, agora, sem fins. Para tantas voltas, um final inesperado. Se um de nós três pudesse escolher (o menino, o moço ou o velho), eles todos teriam escolhido manter tudo do lado de dentro e mudar a escolha feita. Mas dois eclipses ignoraram todos esses dias. Fizeram a Lua esquecer que a atração dela com a Terra fora feita dia a dia. Agora, pouco importa; a escolha determinou o mais importante, e não foram os quase 365 dias ao entorno de mim.
quinta-feira, 14 de março de 2019
Tudo ao mesmo tempo
Essa semana sentamos para conversar. Nós três, o Menino, o Moço e o Velho Santiago. O Menino chorava igual criança; o Moço resolvia seu cotidiano pelo celular que apresentou demasiada lentidão e o Velho ria dos outros dois primeiros. Há uma beleza no comportamento de cada um ao mesmo tempo em que havia desespero no coração dos três. E eles sabiam disso. Todo momento de transformação surge de uma reação. Esta, fica latente marinando sua explosão de tempero. Primeiro as belezas: o choro é o mais próximo que a alma encontra de sair do corpo, tomar um banho de chuva e voltar renovada. Mas nem sempre resolve alguma coisa. Então as crianças choram demasiadamente fácil uma vez que pouco resolvem, mas levam muito sua alminha para passear e cantar com suas músicas banhadas pela garoa. O cotidiano é o equilíbrio que toca a vida. O baile que segue. As revoluções ao entorno do Sol. São já naturais, mas não serão eternas, mesmo equilibrando essa dança toda, tão necessária para manter uma certa harmonia. Mas, na verdade, pouco mantém: é o processo, o caminho - estável - que conduz ao fim de tudo. Nosso fim é guiado pelo cotidiano. Nossa trajetória será estável até o final. Já o riso, ah, o riso! Quando é do menino, é a alma se enxugando dentro da gente. Quando moço, são os meandros do sim e do não, do certo e do errado. Quando é do velho, é como se fosse o tempo soprando seus segredos mais viscerais. Ter a idade em que mais anos se passaram do que há porvir traz uma tal serenidade: não é o grande final, mas é o fim dos ventos, o cessar das ondas, o eterno amanhecer aprisionado na pausa entre as estações. Em todos os casos é morrer de amor para tentar reviver.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
21 anos separam eu de mim
Ontem deu saudade. Daquelas que às vezes pegam a gente de jeito. O gatilho, claro, foram as coisas atuais que entraram em conflito com aquelas da memória: árvore de natal não montada em pleno 19 de dezembro. A família longe, distante, apesar do contato constante. Falta o cheiro, sabe. A porta que abre bruscamente, o barulho dos cachorros tão carinhosos com quem eu não consigo trocar mensagem. E então revejo essa cena de um trabalho de biologia feito com pessoas que sinto boa saudade, em 1997: 21 anos separem eu de mim. Para uma boa parcela da população, ver a si mesmo é natural. Para mim não. Não existia celular, computador, internet na cidade. Naquela época, tínhamos uma câmera na mão e uma vontade enorme de sair pelo mundo, conhecer e ver novas coisas. Aquele eu se encontra, hoje, com este. E o encontro é cheio de saudade e de abraços mais que apertados. Hoje a saudade ainda continua.
domingo, 1 de julho de 2018
As Leis do Termoaconchego
As Leis do Termoaconchego são poucas. Provavelmente vocês já as conhecem, mas vou ajudar: basicamente trata-se de abraços. Elas dizem que se a gente se aproxima muito de alguém pelo qual sente-se imenso carinho então terá juntado entre estes - ao espaço de um abraço - tanto sentimento que isso tudo trará um equilíbrio. Em outras palavras, sabe aquele calorzinho de um aperto demorado? Está ai. Mas preste muita atenção! Depois deste encontro é extremamente necessário que vocês elevem a temperatura deste abraço pela adição de mais sentimento, sobretudo ao logo da vida, trabalhando pacientemente e sempre sobre essas leis. Senão pedirás (coitados!) que um abraço quente passe calor para um abraço frio... Bom, e apesar de parecer com qualquer ramo da física, na verdade, o Termoaconchego foi fundado no ramo físico mesmo, onde as práticas zombam das abstrações teóricas e onde quatro braços devem se abraçar sem culpa em seus mundos sem a obrigação de nada mais além dos apertos no espaço e do interminável tempo da juventude.
sábado, 19 de maio de 2018
Espaços, paixão e transformações
quarta-feira, 21 de março de 2018
Um universo dentro de mim, um vazio ao seu lado
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Prazer em conhecê-lo
Há uma estranha aproximação em todos os finais de ano. Dois entes que se aproximam, se tocam, se beijam, e não se veem mais. Aquele que se aproxima é sempre um desconhecido. Traz, às vezes, expectativas sobre ele - boas e ruins - mas sempre é desconhecido. E acostumamos a nos entregar a ele de forma calourosa, vibrante. Àquele que se afasta, agradecemos e mantemos ele presente em nossas fotografias e memória. Duas presenças assustadoras pra mim. Não tenho de nenhum concretude, mas sempre sonhos, esperanças ou memórias e fotografias. Ambos coexistem, mas não se tocam. Há um momento no qual eles se olham, se aproximam, tenho certeza que se tocam e, da mesma forma fugaz, se afastam, ainda se olhando, com o que sobrou de molhado do beijo que trocaram por formalidade. As luzes acesas, o barulho de rojão, o álcool no sangue das pessoas, o olhar curioso da criança, a comida pesada no estômago e a presença de pessoas queridas ao nosso entorno. Esses dois caras observam tudo isso. Ambos podem nos trazer novas presenças cada qual da sua maneira: ou pela memória do ente passado de pessoas queridas que amamos e que se foram, ou pela força do ciclo que renova nossa humanidade. Ambos trazem dor e alegria, ambas emoções se misturam e formam aquilo que de mais essencial e exclusivo há em todo o universo: a vida humana. Prazer em conhecê-lo, ano novo.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Ar, comida e água
Em meio a tantas e tantas inquietações é fato que acabo ocupando meus pensamentos naquilo que, momentaneamente, me parece desesperador. Qual a função da ponte se não houver dois lados para se cruzar? Qual minha importância em sua vida se você não precisa de um abraço apertado meu... De tudo que tenho querido, ser seu fundamento vem em primeiro lugar. Sabe, aquela rocha que segura o barrando? Aquela nuvem que derrama água ou aquele amendoim que vira pé de moleque? É meu desejo. Mais! Coisas simples e clichês: a tampa de sua panela! Quanta poesia existe no ditado popular! Mais necessário do que estruturar e alicerçar minha vida é abrir um sorriso de bom dia pra você. Não pq eu queira ser substancial elemento, mas pq necessito me fazer útil. O amor tem dessas utilidades, não vê? De se ar, comida e água para o relacionamento à dois.
sábado, 20 de maio de 2017
Notas imperfeitas sobre ela
Nesses últimos anos todos tenho escutado sobre as minhas faltas de atenção. Como se eu não as conhecessem melhor do que ninguém. Toda elas, absolutamente cada uma delas, contam minha história: quem eu sou, como levo a vida, as coisa que tolero e as coisas que me toleram. Nessas conversas unidirecionais e quase dissociativas tento me esconder em vão, afinal, eu sou meus defeitos, assim como também sou meus acertos. O engraçado é que também tenho notas imperfeitas sobre ela. O fato de nunca as dizer não significa que não me incomodem de alguma forma. Significa que tenho serenidade para não trazer essas notas e deixá-las sobre a mesa de café da manhã ou do jantar ou começar nosso domingo com elas tomando um espaço que prefiro preencher como carinho e afeto. Por exemplo: no começo eu até achava engraçado todos aqueles copos sobre a pia, usados para o mesmo fim: tomar água. Cada copo um pouco de água. E assim todos os copos eram usados e deixados sobre a pia. E eu sempre os lavei, sem qualquer raciocínio pessimista sobre isso. Coisa pequena que, com o tempo, foi-se reduzindo até que não vejo mais tantos copos usados com o mesmo propósito. O tempo deu conta de ajustar os copos, pq eu me preocuparia? Outra nota da imperfeição sobre ela é o chuveirinho do banheiro sempre fora do suporte (que é a própria torneira) e aberto. E isso não me incomoda: a cada banho eu o fecho e o guardo, como quem ganha tempo para gastar com amor e não com reclamação. Também é comum se fazer a limpeza perfeita do quarto e deixar, sobre o notebook e a mesa de trabalho, antes arrumados, todos os fios e cabos que estavam antes no chão. Termina-se a limpeza, mas nem tudo volta ao seu lugar. O arrumado sujo deixa seu lugar para o desarrumado limpo: os fios permanecem ali por algum motivo também imperfeito que, com nem 2 minutos de leve esforço, tudo volta à normalidade sempre imperfeita de antes. A cama sempre desarrumada também me alerta: ali faltou atenção. Mas qual o prejuízo? Três, cinco minutos esticando ali e dobrando duas cobertas leves? Em um esmero olhar cabe o infinito se há amor. Comparado a isso, o prejuízo por expor tais notas imperfeitas em minutos de discussão ao invés de um olhar de ternura custariam várias eternidades de olhares. Seria muito prejuízo. O que dizer então da gaveta de roupa que, quase sempre mal fechada me impede de abrir a minha? E o espelho do carro que sempre é deixado pra baixo ou então, sempre que paramos, suas coisas são deixadas sobre o meu banco e não sobre o próprio banco dela? Coisas tão pequenas que sem minha ignorância explícita e proposital poderiam se tornar mal entendidos e discussões fúteis que levaria qualquer gostar que sobrasse para longe da nossa convivência. Há mais notas imperfeitas sobre elas, mas que ficarão para a próxima canção que estou compondo.
terça-feira, 16 de maio de 2017
Te pegarei no colo
A Lua é minha bolinha de gude. Também é minha bola de capotão, minha bexiga voadora amarrada num graveto. De todas as brincadeiras ela é a mais gostosa: acaba só quando começa o dia. Criança ao contrário que sempre fui, me despeço do sono para ficar ali, olhando para ela. Já o Sol ilumina tudo, mas é tanto brilho que não se pode olhar em seus olhos ou brincar escondido no seu barulho diurno. Já a Lua revela baixinho todos os seus segredos e nos faz construir os nossos próprios para guardar em seu silêncio noturno. Enquanto ela é cúmplice, o Sol é dedo-duro, não deixa a gente esconder nossas brincadeiras por mera travessura. E ele brincará só por isso. Te pegarei no colo um dia, Lua linda.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Noite angular
Há todo um espaço vazio esperando ser preenchido. Ele é azul. Às vezes branco. Às vezes preto. Avistado de um bom lugar, olhado de lado a lado, ele é interminável. Cabem todos os pensamentos, seja os já feitos, seja os deste instante, seja do tempo a seguir. Mas tão efêmeros que, de repente, crepúsculo! A maioria dos pássaros se cala enquanto outros começam seus cantos. Na escuridão, eles são dissimulados, tristes, inconstantes. O céu escuro se abre em uma noite grande angular. Algum homem menino criou brinquedos pra ver a viajante luz que chega daquele espaço vazio. O céu não é mais azul. Nem negro. Agora tem brilho, cores escondidas. Aparecem magenta, cian, laranja no horizonte. Às vezes algumas cores ateiam fogo no céu e na nossa imaginação. São mais que meteoritos. São sentimentos navegando por lá, naquele mais que um Google vazio. Há um espaço todo preenchido por pequenas esferas de cristais além céu. Vai se alegrando conforme a hora avança. A minoria dos pássaros então se cala enquanto outros tantos começam seus cantos. Já na penumbra do amanhecer, sussurramos todos os nossos pensamentos antes de ir pra casa. O céu se abre em um dia objetivo enquanto, enfim, a noite dorme, angular na espinha dorsal do universo.
domingo, 3 de abril de 2016
Sem controle
A gente fala de controle, de escolhas, mas sinto eles todos tão desobedientes! Não era isso que eu queria, nem me imaginei nessa situação. Quanta falta de respeito, repetidas vezes. Ser perfeito não sei se existe, mas ser desrespeitado por toda e qualquer falta de qualquer perfeição é um fuzilamento moral horrível, incontornável visto daqui. Claro que assim todo mundo será atravessado todos os dias por essa intolerância. O que gosto de você? Reforço. O que não gosto? Tolero, no máximo converso e buscamos correção, um equilíbrio. Revidar não é claro que destrói-se ambos os tecidos? E tenho tentando não combater fogo com fogo, mas o amor não vence a dureza desse aço não. E se a vitória vem no final, depois de mta persistência e maturidade, de que adianta? A vida não é a passagem e chegar ao fim para ser feliz é o mesmo que sentir o sabor do chocolate sem ter colocado ele na boca. Sei se quero não...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Das chuvas {eternas ou não}
Acontece que eu queria estar ali, me molhando na chuva. Mas, ao invés disso, estou aqui com medo dessas nuvens pesadas que vem em estações que equivalem a uma vida toda. Decidi que esse ano muda... há um fundo de vontade na mudança, mas há uma enorme resistência do coração na persistência do cotidiano. Não é medo, nem insegurança, é amor mesmo. Estou aqui por opção. O que sinto, o que tenho vontade, o respeito que ainda guardo... tudo tão cada vez mais escondido aqui dentro. Do lado de fora não percebo reciprocidade. Não que não exista, mas por não ser demonstrada me empurra mais distante e me faz sofrer. "Já conversou?" - máxima que escuto nas poucas vezes que sem querer deixo sair da boca algum murmúrio lamentuoso. É claro que já. E já de novo. E de novo. E de novo... e nesse looping eterno das conversas que tento estabelecer fico é tonto com tanta repetição de assunto. Amor é cada vez mais dizer bom dia, obrigado, e se importar com o outro. É tudo que fica, não? O resto o tempo leva e consome.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Teimosia
É que acontece isso todo dia, de o Sol sair. Às vezes a gente dorme como se não fosse existir amanhã, com a certeza do próximo dia não acontecer. Em tempos assim se deseja que o dia vivido fosse apagado, mas seria o mesmo que desejar que o Sol não nascesse. Então a gente tenta aprender com eles: tanto com o dia vivido quanto com a teimosia do Sol. Chega verão todo mundo reclama do calor. Chega o frio e o culpado é ele novamente, por estar desta vez muito distante. E nessa ida e vinda a gente nem nota o tempo passando. Às vezes a gente vive e não percebe, encontra-se no fim. Em tempos assim se deseja ter mais um dia para se viver.
domingo, 12 de abril de 2015
Minhas janelas pueris
Tenho tido saudades que mantenho guardadas a 7 chaves: comer aquele bolo quentinho na casa da amiga, sentar na calçada com um velho violão desafinado, tocar aquela campainha velha sem ter a certeza dela ter sido escutada, sonhar - e apenas ter que fazer isto - com o que se vai fazer no futuro, atender a porta ouvindo alguém te gritar pelo nome. São minhas janelas da infância e adolescência abertas para o infinito.
Tempo passado, congelado - dizem - como em uma fotografia. A verdade é que foi eternizado e como tal já não sai mais daqui de dentro. Pra sempre me leva, por mais que seja eu quem o carregue. E minhas escolhas? Antes elas eram seletivas e me davam uma direção; hoje são lembranças que me tomam subitamente e que me mostram as decisões que tomei. São um trago pra uma mente que quer viver tantas vivas quanto possíveis e que nelas enxergam todo um outro universo não vivido. Dá saudade tudo isso.



















