domingo, 6 de dezembro de 2009

O HINO QUE NÃO TINHA BANDEIRA

Eu mais Hino nos tivemos ontem. Já nos tivemos várias vezes, mas não como ontem. Ontem, tanto ele quanto eu estávamos sós. Ou não, uma vez que eu a ele e ele a mim éramos presentes. Notei, então, algumas sábias palavras suas. E notei, ainda, que seu discurso falava sobre as pessoas. Faltou-lhe, porém, a bandeira. Não havia para quem as pessoas e para o próprio se dirigirem, como manda o tal figurino.

E, mesmo assim, foi talvez o que mais a mim acertou. Na falta da representação verde amarela (acima), os presentes tiveram, talvez pela primeira vez para tantos como o foi a mim, apenas ao outro ali, do lado, à frente ou atrás. E tiveram, enquanto pessoas, o sentimento unido não pelo símbolo de cor, mas pela comunhão em si, que ai sim, o símbolo representa. Todos cantaram à comunhão e não à representação da comunhão oferecida pela bandeira e melodia.

Me encantei. O Hino cantado ao povo e pelo povo, e sem patriotismo servil. "Agora, dirijam-se ao seu outro para o (en)cantamento do Hino". Seria lindo, como foi ontem. E aplausos, muitos aplausos, porque se aplaude o que de belo existe e não se fica indiferente. Assim, mesmo sem gostar nada nada de solidão, creio aquele Hino de ontem ter sido o mais feliz já existido. Talvez, justamente, porque sozinho pôde se partilhar.

3 comentários:

Geso disse...

Gostei da introspecção. Um blog holístico praticamente. Lerei novamente, para captar mensagens implícitas. Parabéns pelos textos!

Cecília de Paiva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cecília de Paiva disse...

Mas que rico... un patriota a hablar sus pensamientos acerca de su simbologia semioticista.. yo iré querdarme por la noche en otro momentos com profundidad y tener mayor comprensión, com más precision.. hasta luego en cine Mari