quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mas o amor não existe para fazer a gente feliz?

Porque então eu fico triste? Se saudade também serve pra fazer a gente feliz, lembrar de você fechar os olhos com meu toque também deveria me fazer feliz. Porque isso é saudade, porque meu carinho era amor, e porque agora eu não tenho mais isso, fico triste. Quase penso que o amor, no fim das contas, só deixa a gente é triste. Porque sempre um fica depois do outro, e quem fica sente mais, eu acho. Afinal, de nós dois quem ficou foi eu, então ainda não sei como acontece quando é a gente que se vai. Mas me acostumo com o sentimento que fica, que sei que não sai daqui, que não se troca nem se perde. Acho que teria doido mais, mas eu queria estar do seu lado no final de tudo. Não pude, ninguém pode. Saudade aparece mais quando se lembra pelo cheiro, pelo toque, pelo calor, pela companhia. Tenho todos eles, e você me mostrou que o amor existe para a gente se fazer feliz. Seja por estar junto, ou por estar dentro, quando um dos lados vai embora.  

5 comentários:

Pipa. A que ama. disse...

Ah meu velho amigo.


Te leio como se o escutasse falando.

Você se entrega.
Vá fundo nisso.


Um beijo

Ziris disse...

E esse amor, num faz a gente molhar o sorriso de repente? A gente externa a dor da saudade pelos olhos, mas é a lembrança que abre o sorriso pra receber a lágrima.

Eles são assim, Santiago, todos eles...

Abraço apertado!

Juliana Reis disse...

Que delicia ler seu blog!
Os sentimentos invadem e ficam no ar, na pele, no coração, na alma...
abraço

Pipa. A que ama. disse...

Ah minha Nossa Senhora do Cerrado, Santigo, meu filho.

Não sei onde poema seu arranja tanta tristeza, meu Deus. Deve de ser pra repartir com a gente.

Vai sarar viu.
Se não for hoje, sara amanhã.


Um beijo de chuva de lágrimas.

Velho Santiago disse...

Queridos, quase dois anos depois... mas creio que posso falar disso abertamente.

Alguns posts são quase matáforas: dizem outras coisas pra não dizerem as coisas exatas (quando e Se se referirem ao real...).

Mesmo assim esse se aproxima mto do que pensamos como realidade. Escrevi na ocasião da morte do meu Beagle (por isso a referência do Snoopy), que tanto amávamos, eu e toda minha família.

Foi bem inesperado para todos.

Presenciei, fortemente, como um animal sente a falta do outro. O outro cão que tinhamos transfigurou-se e se tornou outro, em todo tipo de comportamento.

Mas isso é assunto pra outro post. Zumbi, ou Tadinho (quem já viu um Beagle sabe da cara de piedade que essa raça é capaz de fazer...), meu Beagle, era esse aqui, que sempre fechava os olhos qdo eu o tocava na cabeça...

http://www.vistasantiago.blogspot.com/2010/02/animais-ao-acaso.html

O que chamei de "amor" no título pode e DEVE ser trocado pelo nome do meu cão. Ele existiu pra me fazer feliz. Animais assim mexem com a gente...