quinta-feira, 6 de maio de 2010

Carta resposta do menino Santiago (à Carta 1 do velho)

Meu amigo fico aqui só pensando em como você está ai em cima nos seus 30, 40 anos, olha que sinto que você se preocupa comigo mas é uma preocupação que não precisa ser: eu não bebo café ainda e se ele esquenta ou esfria pra mim não vai ser útil de nada. E sobre minha coragem não sei bem o que isso que dizer mas eu passo pelas coisas é com medo, a coragem vem só depois pra aguentar a imaginação de que coisas do tipo sempre acontecem... tô só é pensando se meu pé ainda cabe nos tênis sempre ou se preciso de tênis novos todos os anos, não sei quanto custa, mas dá muito trabalho pra mãe comprá-los e as roupas elas rasgam fácil ainda? É porque tem umas que gosto muito e que acho que você gosta de dormir com elas quando tem medo, mas eu vou tentar não rasgar todas assim você fica com a coragem delas. Ahh não adianta me falar para dormir cedo porque você sabe que é porque quando tanto eu como você ou a gente, sempre, podemos fazer tudo o que a gente quer. Mas me diz.. você aprendeu a apontar meus lápis de cor sem quebrar as pontas sempre? Daqui, fico com saudade, e guardo tanto que quero saber de você. Acho que vou fazer uma redação e te mandar qualquer dia, pra você por no blog. 

Um comentário:

Pipa. A que ama. disse...

O que eu posso dizer?


Lágrimas.
Lágrimas
E mais lágrimas.

Acredito que depois que leu esta carta do menino Santiago, o velho deve ter chorado um rio. Mas um rio de emoções macias e conscienciosas.

Um abraço da Pipa nos dois.
Bem forte.
Bem dentro.

Um beijo de chuva.