terça-feira, 30 de novembro de 2010

A menina mais feliz do mundo



A Menina mais feliz do mundo caminha pela praça. Olha as árvores verdinhas, graças à chuva, e ouve os pássaros ao entardecer. Ela pensa sobre como será depois que se casar. Ela experimentou paixão e brigas, mas acredita no amor. Ela, que encontrou o amor que sempre sonhou, sequer precisou procurar muito: ele, praticamente, bateu na porta dela. Ou melhor, ela que foi bater na porta dele, literalmente. Hoje ela caminha sorrindo, e seu olhar reforça o que conto aqui. Quem o viu, percebe. Ela é mesmo a menina mais feliz do mundo. E não se importem se a virem de carinha amarrada, às vezes acontece, nem sempre todo dia é um dia como o primeiro mais feliz. O que importa, no final das contas, talvez seja o sorriso primeiro, o olhar feitiçeiro ou mesmo a musiquinha cantarolada com um assobiu fraco, entrecortado e quase sem sentido. O importante é que ela decidiu ser feliz e descobriu como fazê-lo. 

4 comentários:

Fernão Gomes disse...

É, meu velho. Talvez seja isso mesmo: tudo gira em torno de algo parecido com o que conhecemos por simplicidade. Não as viagens que a palavra pode suscitar, mas o estado de coisas, propriamente dito, enquanto tal. Possivelmente meu espírito esteja afeito, no momento, a esse tipo de estado de coisas.

Abraços.

FG

Noe* disse...

Há tempos decidi ser feliz, mas ainda não sei como fazer! Os momentos oscilam :)
Adorei sua visita lá no blog ;)
Um beijo =*

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

Velho

Seus textos pertubam a mente de qualquer um que os queira entendê-los. São como conchas que tentamos abrir senão para tocar, ao menos espiar a pérola que há dentro.

Não sabe a luz que irradias.

Obrigada por ser solidário com essa sabedoria.

Amanda Anastacyellis disse...

que texto lindo!