quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sempre "acontece que" alguma coisa



Acontece que, agora, quando abro minha janela nesse sol da meia noite, entram pra minha cama duas luzes que piscam sem parar: essas ai, da foto, uma amarela outra vermelha. Acontece que já não tô pra essas coisas, não pelo ano todo. Acho até graça... no natal. Mas acontece que sei bem que esse não é bem o problema. Meio que é dentre todas as minhas encrustrações atuais que está a vontade de parar por um tempo e ir pra NY passar uns dias na assistência de um razoável fotógrafo (sugestão de uma querida tia). Parar com o trabalho de todo dia, parar com a correria que todo ser humano é capaz de criar pra si mesmo e, com tal reclusão, também com a simples falta de respeito de pessoas que foram cagadas no mundo (sim, agora é certeza). Mas acontece que pra parar não se pode parar tudo. Nem o mundo vai esperar essa pausa. É ai que boto uma música que gosto, acendo um incenso e venho pro blog. Pra pensar, não sei. E agora, às 3h13 da noite, como se já não bastasse a luz que vem deitar-se junto comigo, o porteiro começa a lavar a calçada. Jájá espirra água e acordo achando que fiz xixi, de novo, na cama.

3 comentários:

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

Essa noite a luz morna da madrugada veio me acordar também.


Ergui os olhos para o céu surpresa. É muito mistério. É sim. É é muita pretensão ela entrar pela janela e roubar o nosso sono enquanto dormimos. Vê só. Veio cá, levou o sono e se foi. rs... Ela agora tá encoberta por uma nuvem com cara de contusão.

Sabe Santiago. Gosto de lua. Outro dia uma moça falou: "Nossa imagina essa lua numa praia o tanto que ela ia ficar bonita."

Me deu uma dor danada de ouvido. Porque eu ia achar essa lua bonita, até coberta de febre e frio como eu tou agora.

Eu gosto quando o seu eu menino aparece sabe. Eu sinto falta dele. Agora a Pipa gosta da alegria mais não. Disse que vai passar o resto dos dias perdida.

Que triste viver assim...


Solitária como essa lua.


Mas foi ela que caçou isso.
Mesmo assim me dá uma pena.



Vou indo viu.
Vou aproveitar o restinho da sombra. Se não agora mesmo o sol me ferroa.

H. Machado disse...

O mundo nao espera, e a gente não percebe. Santiago, o mundo é só um lugar, como outro qualquer. As cores são as mesmas, as flores e os amores também são. Seja hoje ou amanhã, o sol que se põe é o mesmo que acabou de nascer! Então por que a preocupação, não?

Mariana Lopes disse...

"Mas acontece que pra parar não se pode parar tudo."
Igual às luzes, vermelha e amarela, que não param de piscar e que entram pra sua cama.
beijo.